Cirurgia Bariátrica e Deficiências Alimentares

Para garantir o sucesso da perda e manutenção do excesso de peso, o paciente deve ser acompanhado por uma equipe multidisciplinar, desde o pré-operatório. Os objetivos são garantir a escolha de alimentos adequados, evitar as possíveis complicações e deficiências nutricionais, além de atenuar os problemas psicológicos relacionados à obesidade. O paciente deve estar ciente dos riscos nutricionais e disposto a manter-se monitorado clinicamente, psicologica e nutricionalmente por toda a vida.

As principais deficiências nutricionais após o tratamento cirúrgico da obesidade são:

A deficiência de proteínas ocorre pela diminuição da ingestão de alimentos ricos em proteínas por intolerância à esses alimentos e má-absorção de nutrientes. Assim as pessoas operadas devem usar suplementos proteicos, na forma líquida ou em pó, desde o primeiro mês de pós-operatório, com o objetivo de alcançar as necessidades protéicas diárias, evitando as deficiências nutricionais e a perda de massa muscular que aconteceria se isto não for feito.

É comum ocorrer também deficiência de vitamina B12. As manifestações clínicas ocorrem entre 1 e 9 anos após as cirurgias. No pós-operatório deve-se fazer uso de aplicação intramuscular de vitamina B12.

Outra vitamina que pode estar deficiente, após as cirurgias, é a vitamina B1(tiamina). Os fatores de risco para isso são: a quantidade de perda de peso, a persistência de vômitos, a não aderência ao acompanhamento nutricional, e a presença de complicações pós-operatórias. Alguns autores sugerem a suplementação oral ou endovenosa de tiamina imediatamente após a cirurgia bariátrica.

As deficiências de ferro, cálcio e vitaminas A, D, E, K e zinco também podem ocorrer após as cirurgias bariátricas. O acompanhamento laboratorial deve ser realizado de forma rotineira, no pré e pós-operatório para atenuar o risco destas deficiências. 

Seqüelas irreparáveis podem ser causadas pelas deficiências de vitaminas e minerais se não forem corrigidas com suplementação por medicamentos orais ou injetáveis continuadamente.

Dra. Daniéla Oliveira Magro
Pequisadora da Unidade de Pesquisa Clínica - FCM - UNICAMP
Nutricionista do Centro de Cirurgia Bariátrica de Campinas - CCOC

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Insulina Humana

A insulina humana (NPH e Regular) utilizada no tratamento de diabetes atualmente é desenvolvida em laboratório, a partir da tecnologia de DNA recombinante. A insulina chamada de ‘regular’ é idêntica à humana na sua estrutura. Já a NPH é associada a duas substâncias (protamina e o zinco) que promovem um efeito mais prolongado.

Análogo de Insulina

Um análogo de insulina é uma forma alterada de insulina, diferente de qualquer que ocorrem na natureza, mas ainda está disponível para o corpo humano para executar a mesma acção de insulina humana em termos de controle glicêmico.

Canetas Descartáveis

As canetas descartáveis, já vem carregadas com insulina e ao terminar seu uso são dispensadas e pega-se uma nova caneta, dispensa portanto a troca de refis, tornando o uso ainda mais simples.

Canetas Reutilizáveis

As canetas podem ser reutilizáveis, e que se compra o refil de 3 mL de insulina para se carregar na caneta. Neste caso é importante observar que as canetas são específicas para cada fabricante de refil.